Projeto: Perguntas e Orações Relativas em Inglês

Produções de perguntas e orações relativas não adultas em inglês infantil: o papel das funções executivas

 

Pesquisadora responsável: Profa. Dra. Elaine Grolla

Financiamento: FAPESP, Bolsa de Pesquisa no Exterior: Julho/2026 a julho/2027 

Projeto sendo desenvolvido na University of Toronto, Canadá, Host: Ana Teresa Pérez-Leroux, PhD

Pesquisas em aquisição de linguagem devem atentar não somente para aspectos do desenvolvimento puramente linguísticos, mas também para a influência que aspectos do desenvolvimento cognitivo exercem sobre o desempenho da criança. Esse tipo de pesquisa se mostra necessário para que se possa caracterizar exatamente quais comportamentos não adultos das crianças se devem a um amadurecimento linguístico e quais se devem ao amadurecimento de outros aspectos da cognição. Neste projeto, a ser realizado com crianças adquirindo o inglês como língua materna, o foco recai sobre duas construções em que produções não adultas são recorrentemente encontradas: perguntas negativas e orações relativas. Em tarefas de produção eliciada, perguntas com o verbo auxiliar reduplicado são produzidas (What did Smurf didnt move?). Tais perguntas, batizadas de Aux-doubling na literatura, são impossíveis em inglês adulto. No caso das orações relativas, há a produção de elementos resumptivos, algo não gramatical na língua adulta (I choose the boy that the grandma kissed the boy). Neste projeto, propomos a investigação dessas estruturas, a fim de contrastar duas hipóteses presentes na literatura que tentam explicar casos de reduplicações como tendo como causa subjacente (i) o controle inibitório (cf. Liter et al) ou (ii) a memória de trabalho (cf. Lutken et al). Para explorar essas hipóteses, crianças adquirindo inglês em idade pré-escolar serão testadas em uma bateria de experimentos. Compararemos o comportamento das crianças que produzirem tais estruturas e daquelas que não produzirem em testes de controle de inibição e de memória de trabalho, a fim de verificar a possível associação entre o comportamento nos testes linguísticos e nos testes medindo as funções executivas. Nesse estudo inovador, buscamos relacionar alguns aspectos do desenvolvimento linguístico ao 3 fator (Chomsky (2005)), seguindo a tendência de estudos mais recentes na área de aquisição de linguagem, no esforço de olhar para fatos de aquisição como parte do desenvolvimento não só da linguagem, mas da cognição de modo mais amplo.